livro: E-topia



"E-topia: a vida urbana - mas não como a conhecemos",
William J. Mitchell, arquiteto e ex-reitor da Faculdade de Arquitetura e Planejamento do MIT (Massachusetts Institute of Technology).
Catálogo MIT Press.

Orelhas do livro:

"Uma nova utopia urbana? É o que propõe essa obra instigante, atual e, por que não dizer, otimista. Superando os espaços ordenados da cidade ideal, o paradigma a ser contemplado hoje estaria nas redes digitais que estruturam o universo da informação instantânea, em que a qualidade das conexões com a esfera virtual define nossa posição no mundo.

Perspectiva promissora, segundo o autor. Abrem-se horizontes para redefinirmos o quadro espacial que até há pouco nos prendia. Mais que um arauto da revolução digital, William J. Mitchell mostra-se um incansável esquadrinhador dos meandros da nova urbanidade on-line, com sua fantástica capacidade de interligar e informar, mas também suas limitações e idiossincrasias.

Em vez de tomar partido na disputa entre tecnomaníacos e tecnófobos, o autor prefere se concentrar no impacto da tecnologia sobre as configurações espaciais e as atuais formas de vida urbana. Aponta a necessidade de repensarmos nossos ideais urbanísticos, levando em conta a crescente desterritorialização das relações sociais e econômicas. E aposta, ao contrário dos que prenunciam a morte do espaço público, na convivência pacífica entre ambientes físicos e virtuais. O uso inteligente da informática poderia incrementar a vida comunitária com ágoras e bairros eletrônicos, trazendo cidades mais enxutas e ecológicas.

Mesmo relativizando o otimismo de quem está na primeira fila do espetáculo virtual, o tema é mais do que importante. Rompido o espaço coeso almejado pela cidade tradicional, faltam hoje diretrizes para recompor o substrato da sociedade e orientar sua reconstrução - questão urgente em um país como o Brasil, órfão de utopias passadas. No seu esforço de traçar um novo ideal urbano, este livro confirma que a perspectiva utópica é componente indispensável nos debates sobre a cidade. "

(por Cândido Malta Campos - arquiteto e urbanista)

publicação: OPEN - Hybrid Space


OPEN no. 11 Hybrid Space.
"How wireless media are mobilizing public space."
"Como a mídia sem fio está mobilizando o espaço público."

Publicação semestral sobre arte e domínio público encontrei enquanto procurava referências sobre conceitos do público e privado, para o concurso da 7a BIA.

Essa edição trata do novo espaço híbrido (o espaço dos lugares conjugado com o espaço dos fluxos intangíveis) e as ações e possibilidades das novas tecnologias da informação e comunicação.

A maioria dos artigos está disponível em versões em pdf online.
"O domínio público é um lugar onde as pessoas atuam e criam um `mundo comum cheio de diferenças´. Esse espaço se tornou `híbrído´ na sua natureza: um complexo de qualidades concretas e virtuais, de domínios estáticos e móveis, de esferas públicas e privadas, de interesses globais e locais. Por último, mas não menos importante, o espaço híbrido é formado por mídias sem fio e móveis tais como GSM, GPS, Wi-Fi e RFID. Essas mídias são implantadas como mecanismos de controle, porém também como ferramentas alternativas para o crescimento e intensificação do agenciamento público. Uma seleta companhia de artistas, designers, arquitetos e urbanistas está investigando suas implicações e possibilidades e colocando-as em teste"

(original em inglês abaixo)

"The public domain is a place where people act and create a ‘communal world full of differences’. This space has become ‘hybrid’ in nature: a complex of concrete and virtual qualities, of static and mobile domains, of public and private spheres, of global and local interests. Last but not least, hybrid space is formed by wireless and mobile media like GSM, GPS, Wi-Fi and RFID. These media are deployed as control mechanisms, but also as alternative tools for increasing and intensifying public agency. A select company of artists, designers, architects and urban designers is investigating its implications and possibilities and putting them to the test."

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Frases que eu encontrei na 5ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, em 2003:

"A tecnologia não é boa nem ruim, e também não é neutra." Kranzberg

"A arquitetura urbana deve, a partir de agora, relacionar-se com a abertura de um espaço-tempo-tecnológico." Paul Virilio

"São nesses recônditos da sociedade, seja em redes eletrônicas, seja em redes populares, de resistência comunitária, que tenho notado a presença dos embriões de uma nova sociedade, geminados nos campos da identidade." Manuel Castells


(gostaria de descobrir de quem era o estande onde estavam essas frases...)
 

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